
Quando ouvimos a palavra “tabaco” a primeira imagem que nos vem à cabeça é um cigarro, talvez um charuto ou cachimbo ou até aquelas caixinhas barrocas de pó de tabaco para aspirar o rapé. Recorda-se logo as advertências das autoridades sanitárias já que é sabido que o fumo do tabaco pode trazer consequências nefastas para a saúde. No entanto a planta do tabaco honra o nome de “antárquica panacéia” que recebeu aquando da sua chegada ao Velho Continente e tem múltiplas e insuspeitas aplicações.
Os nativos acreditavam que era divina a fumaça, e as suas folhas esmagadas com conchas não faltavam em rituais e cerimónias religiosas. Também era usado como um estimulante, medicinal e fonte de prazer. Tais usos permaneceram em vigor na Europa nos séculos XVI e XVII, quando era conhecido como uma erva para todos os males, santa erva,... Além disso, naquela época a planta conheceu uma nova aplicação: a ornamental.
Nos nossos dias (e na nossa civilização Ocidental) plantas de tabaco são raras nos jardins ou varandas. Ninguém aspira o rapé para acalmar as suas dores de cabeça ou coloca uma cataplasma de folhas para curar uma ferida. Mas o tabaco continua a ser um dom da Natureza com muitas aplicações potenciais
Tabaco em folha natural